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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Angola sobe no rating da S & P

A agência de ‘rating’ norte-americana reviu em alta a classificação da dívida de Angola para 'BB-' e conferiu um ‘outlook’ estável para o país.

A Standard & Poor's (S&P) revelou hoje que aumentou em um nível o ‘rating' da dívida de longo prazo de Angola de 'B+' para 'BB-' por considerar que a situação orçamental e comercial do país "registou um rápido fortalecimento, que foi sustentado pelos elevados preços do petróleo e, também, pelas reformas estruturais realizadas".

Além disso, os especialistas da agência de notação norte-americana consideram que Angola realizou "um progresso substancial na clarificação dos atrasos com os seus fornecedores acumulados em 2008 e 2009".

Como parte dos esforços realizados para fortalecer a gestão das finanças públicas, a S&P refere que o governo também implementou alterações nos procedimentos orçamentais com o intuito de prevenir a acumulação futura de dívidas.

Por estas razões a S&P classificou a dívida soberana de longo prazo em moeda estrangeira e em moeda local com um ‘rating' de 'BB-' e conferiu um ‘outlook' estável para o país. Recorde-se que a Fitch, a 24 Maio, também já tinha revisto o ‘rating' de Angola para 'BB-'.

Desta forma, o país liderado por José Eduardo dos Santos desde 1979 apresenta agora um ‘rating' de uma nota superior ao da Nigéria, o seu maior concorrente na região, e de apenas três níveis inferior ao ‘rating' de Portugal.

Todavia, a equipa de especialistas da S&P não deixa de referir que "o nível de prosperidade (medido pelo PIB ‘per capita') excede em larga medida o ‘rating' de ‘BB-' conferido a outras economias com Bangladesh, Mongólia e Vietname, apesar de notarmos que existe uma larga disparidade de rendimentos em Angola".

Fonte: Jornal Economia

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Grupo Empresarial Angolano Investe na Guiné Equatorial

Luanda - Cerca de 40 milhões de dólares serão investidos, nos próximos dois meses, na Guiné Equatorial, pelo grupo empresarial angolano Efes Empreendimentos, em projectos ligados ao ramo imobiliário, industrial e agrícola como forma de impulsionar a cooperação empresarial entre os dois países.
Numa primeira fase serão investidos 40 milhões de dólares, podendo este valor crescer em função da implantação do grupo no mercado, disse o administrador da Efes Empreendimentos, Fernando Ferreira, em entrevista à Angop.
"Pretendemos trocar experiências com empresários guineenses, estabelecer parcerias com entidades públicas e privadas e absorver tudo o que é bom daquele país", disse.
No ramo imobiliário, referiu, o grupo pretende implementar um projecto de construção de casas, onde o alvo será a população de baixa e média renda, tal como em Angola.
No sector industrial, prevê a criação de uma parceria com o Governo guineense para a construção de fábricas de materiais de construção, formação técnica, transferência de
tecnologia e know how como forma de permitir o cidadão guineense envolver-se na reconstrução do país que está a desenvolver-se.
Referiu que a Guiné Equatorial carece de fábricas de materiais de construção e a aposta do Governo daquele país para o futuro prevê a necessidade de uma forte indústria neste sector.
Na agricultura, disse, à semelhança do que o grupo já realizou em Angola, a Efes pretende construir aldeias rurais sustentáveis, integrando a população rural em projectos
auto-sustentáveis.
Neste domínio, explicou, o projecto prevê que o cidadão, para além de receber a sua casa, receba igualmente uma área para cultivo e um pequeno aviário com cerca de duas mil galinhas poedeiras para a produção de carne.
Projecta-se também nessas zonas a criação de cooperativas que vão absorver os produtos cultivados nas aldeias para os centros urbanos.
Entretanto, Fernando Ferreira informou que as autoridades guineenses lamentam o facto dos empresários angolanos até ao momento não atingirem o mercado local.
Por isso, em relação ao investimento que se pretende, adiantou que neste momento decorrem negociações e estudos preliminares para que em breve sejam assinados os acordos de parceria, onde Angola e Brasil poderão transmitir as suas experiências e aprender também o bem fazer dos guineenses.
"Considero que a Guiné serve de inspiração para os africanos pois está a desenvolver-se com estruturas e objectividade. É um bom país para se investir", disse Fernando Ferreira.
Em Angola, em parceria com o Ministério da Juventude e Desportos e o Governo Provincial de Luanda, a Efes está envolvida nos projectos Casa Jovem, Aldeia Nova, Cidade Universitária, Zango, entre outros.
Neste momento, adiantou, o grupo está a construir cerca de cinco mil focos em todo o país.
O grupo Efes Empreendimentos é uma empresa que está no mercado angolano há 12 anos e tem como objecto social a construção de obras públicas e imobiliária.
Desenvolve as suas actividades nas províncias de Luanda, Kwanza Sul, Huambo, Uíge e Bengo.


Fonte: Angop

terça-feira, 21 de junho de 2011

BAI deplora empecilho criado por recursos humanos na bancarização de salários

Luanda  -  A falta de informação sobre o que é de facto a bancarização dos salários da função pública e alguns impedimentos na transferência de domiciliação dos ordenados, por vezes imposta por responsáveis de recursos humanos, tem causado alguns dissabores aos funcionários públicos, lamentou hoje (terça-feira), em Luanda, o administrador executivo do BAI, Luís Lélis.
  
Em declarações à Angop, sobre “ A Quebra do Monopólio do Pagamento dos Salários da Função pelo BPC, " operada pelo Executivo em 2010, o responsável afirmou que esta transição trouxe consigo alguns desafios resultantes do desconhecimento de alguns responsáveis de recursos humanos de algumas unidades orçamentadas, quer a nível central, quer provincial.
  
“Temos exemplos de funcionários públicos que solicitaram a transferência de domiciliação para o BAI, mas os responsáveis de recursos humanos afirmam que a fase de transferência já está concluída. Isto, em nosso entender, somente cria ruídos desnecessários e alguma confusão”, afirmou.
  
De acordo com Luís Lélis, a abordagem dessa problemática é oportuna, pois deverá ajudar os funcionários públicos a compreender quais os seus direitos e acima de tudo que esta decisão do Executivo é muito vantajosa para eles.
  
Quanto aos ganhos para a banca comercial, o gestor salientou que um dos benefícios da medida é a conquista paulatina de uma parcela do segmento função pública.
  
Sobre o impacto da medida na melhoraria da concorrência entre os bancos, a fonte referiu que a bancarização dos salários da função pública irá obrigar as instituições financeiras a compreender melhor as necessidades e expectativas deste importante segmento de clientes.
  
“As instituições financeiras vão criar, aumentar e diversificar a oferta de soluções, bem como a motivação para servir melhor e valorizar cada cliente. A concorrência vai ocorrer na capacidade e no tempo de resposta, pois os clientes do segmento funcionário público terão agora outras opções”, sublinhou.
  
O administrador executivo do BAI, Luís Lélis afirmou que o sector financeiro é “claramente o sector mais competitivo em Angola”, facto comprovado pela existência de pelo menos 19 bancos que operam em território nacional.
  
O BAI encerrou o exercício económico 2010 com activos totais de oito biliões e 383 milhões de dólares norte-americanos, contra os USD oito biliões e 271 milhões de 2009, fruto desse desempenho financeiro o banco obteve um aumento de USD 112 milhões, o correspondente a um porcento de crescimento.

Fonte: Angop

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Bié beneficia de três milhões de euros do governo espanhol

Kuito - Pelo menos três milhões de euros é o valor que Agência de Cooperação Internacional do governo espanhol está a empregar, desde o dia um deste mês (Junho), na implementação de projectos relacionados ao fortalecimento e capacitação técnica de camponeses filiados em cooperativas agrícolas na província do Bié.

A informação foi avançada hoje à Angop, pelo secretário da Cruz Vermelha de Angola (CVA) no Bié, Ângelo Sassongo.

Disse que o projecto vai beneficiar mais de 500 famílias inseridas em cooperativas e 15 fazendas comunitárias localizadas nas municipalidades de Kamacupa, Kunhinga e Kuito.

Com a duração de quatro anos, acção visa apoiar os esforços do governo local, na melhoria da qualidade de vida das populações, essencialmente, nas comunidades rurais, através do fomento e formação de camponeses, sobre o modo correcto de exercer a actividade agrícola.

O projecto, frisou, vai também abranger acções relacionadas à criação de animais de médio e pequeno porte e aves diversas.

Consta igualmente do cronograma, segundo a fonte, a formação de activistas afectos a Cruz Vermelha de Angola (VCA), em matérias relacionadas com actuação em calamidades naturais.

O projecto, financiado pela Agência de Cooperação Internacional do Governo Espanhol, executado pela Cruz vermelha da Angola (CVA), conta ainda com o apoio da sua congénere Espanhola.

Fonte: Angop

terça-feira, 14 de junho de 2011

Investimento luso em Angola chega através da Holanda

O investimento luso domina no sector não petrolífero angolano, interesse que nem a crise abalou. Mas hoje tem outras portas de entrada: Holanda e paraísos fiscais.


Portugal detém a maior quota do investimento privado estrangeiro em Angola no sector não petrolífero. Uma tendência que, segundo os dados da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), se mantém desde 2006 e que faz deste «parceiro estratégico um importante apoio à diversificação da economia angolana». 

Nos últimos cinco anos, o investimento português somou mais de 1,4 mil milhões de dólares, mais de 65% do investimento privado com origem nos países estratégicos para Angola (Brasil, EUA e China). O montante do investimento luso só é ultrapassado pelo angolano (2,5 mil milhões). 

Mesmo a crise que abalou o Mundo há dois anos, ou os atrasos nos pagamentos às empresas por parte do Estado, não abalaram significativamente o investimento privado luso. As maiores quebras de interesse, entre 2009 e 2010, foram registadas pelo Brasil (92%), EUA (52%) e a China (0,45%). 

Os dados da ANIP mostram que África do Sul, Holanda, Ilhas Virgens Britânicas e Maurícias têm, desde 2006, vindo a apostar consistentemente em Angola. Num primeiro olhar, o país neste que mais surpreende é a Holanda. 

Segundo fontes do mercado ouvidas pelo SOL, o crescimento do investimento com origem neste país, assim como nos paraísos fiscais, tem uma explicação: algum investimento angolano e muito do português está a ser realizado através daqueles países. É o caso da participação da portuguesa ZON na angolana ZAP, realizada através de uma empresa sediada na Holanda. Segundo as mesmas fontes, os investimentos da Sonae em Angola também vão ser realizados através da Holanda.

Investimento em alta 

A tendência de crescimento do investimento sul-africano é encarada com mais naturalidade, pois «há um grande interesse da África do Sul na região».

O investimento privado em Angola cresceu cerca de 67,5% em 2010, atingindo 2,4 mil milhões de dólares, um ‘salto’ face ao ano anterior, em que rondou 1,4 mil milhões.

Em termos de emprego, o investimento privado criou, entre 2008 e 2010, cerca de 86 mil postos de trabalho directos, dos quais apenas 12.620 são estrangeiros. 

Por geografias, a província de Luanda lidera o destino do investimento (36,24% do total em 2010). Benguela surge em segundo (17,75%), seguida da província do Kwanza Sul (8,06%) e do Bengo (1,27%). Em 2010, Kuando Kubango e Moxico não captaram qualquer investimento privado, mas a situação pode mudar este ano. Ainda esta semana, uma missão empresarial portuguesa encontrou-se durante dois dias com as autoridades provinciais para analisar as potencialidades da região. 

Por sectores, a indústria transformadora absorveu 31,84% do investimento, enquanto o comércio por grosso e retalho e a reparação automóvel foram o destino de 20,71%. Seguem-se a construção (10,8%), transportes e comunicações (10,8%) e actividades imobiliárias (7,16%). O sector primário pouco interessou aos investidores: só 1,22% do investimento se dirigiu à agricultura, produção animal e silvicultura. O Estado ainda é o ‘motor’ do sector, situação que vai perdurar durante alguns anos. A pesca absorveu 3,09% do investimento privado em 2010.


Por: francisco.kalenga@sol.pt 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Elevados preços de alimentos e energia podem causar novos conflitos em África

A persistência dos elevados preços de produtos  alimentares de primeira necessidade, mas também da energia, pode originar  novos focos de conflito e de instabilidade no continente africano, alerta  o relatório Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). 

O ano passado ficou marcado pelo "recrudescimento dos protestos civis",  numa "demonstração tanto de dificuldades económicas como de outras injustiças  sentidas por muitas populações africanas", refere o relatório "Perspetivas  Económicas em África 2011", divulgado hoje por ocasião da assembleia-geral  anual do BAD, até dia 10 em Lisboa. 
"Com o aumento dos preços alimentares e da energia (que representam  uma larga fatia dos cabazes básicos em África), que começou na segunda metade  de 2010 e que ainda não abrandou, existe um grande potencial para a existência,  em 2011, de mais protestos públicos", alerta o BAD. 
O relatório dá como exemplo o caso de Moçambique, cuja capital, em setembro  de 2010, foi palco de uma "grande agitação popular contra o aumento do custo  de vida". Esta manifestação resultou em confrontos entre populares e a polícia  que se saldaram em várias mortes e centenas de feridos e detidos. 
O BAD ressalva, contudo, que se é certo que as "difíceis condições de  vida" podem aumentar a contestação política no continente em 2011, na base  desses protestos estarão "também outros problemas como as altas taxas de  desemprego jovem e a falta de liberdade política". 
O relatório também alerta para o impacto da subida dos preços alimentares  e do petróleo na inflação do continente, que em 2011 deverá subir novamente:  "A taxa de inflação média de África que desceu para 7,7 por cento em 2010  deverá subir marginalmente para os 8,4 por cento em 2011, e depois recuar  para 7,4 por cento em 2012". 
De acordo com o BAD, a maioria dos 51 países africanos analisados "registará  taxas de inflação entre os dois e 5,5 por cento em 2011 e 2012", mas países  como Angola serão mais afetados. "Na Etiópia, Sudão, Egito e Angola, espera-se  que a inflação permaneça acima dos 10 por cento", prevê. 
Depois de terem atingido o pico, na segunda metade de 2008, os preços  internacionais dos alimentos baixaram, mas rapidamente voltaram a registar  aumentos significativos em 2009 e, sobretudo, no decorrer de 2010, com destaque  para o trigo e o milho. 
O crescimento da procura global, as dificuldades de fornecimento, condições  climatéricas adversas, o forte aumento do preço do petróleo (de 30 dólares  por barril, em dezembro de 2008, para os cerca de 110 dólares atuais), mas  também a "especulação dos mercados financeiros" são, segundo o BAD, algumas  das causas que "estão na origem" dessa subida. 
O relatório lembra que dos 77 países do mundo, considerados de baixo  rendimento e com défice alimentar -- os "mais vulneráveis à subida dos preços  alimentares" -- 43 são do continente africano, que é"um importador líquido  de alimentos". 
Com uma crise alimentar e preços elevados, o BAD destaca a importância  de os governos africanos"protegerem os grupos vulneráveis da fome através  de subsídios direcionados", em vez de disponibilizarem subvenções para alimentos  e combustíveis ao grosso da população. É também preciso investir mais na  produtividade do setor agrícola, acrescenta. 
Fonte; SIC

Economia angolana com perspetivas de crescer 7,5% este ano e a dois dois dígitos em 2012 -Relatório Anual do BAD



Lisboa - A economia de Angola deverá crescer 7,5% este ano e 11,1% em 2012, favorecida pela recuperação dos preços do petróleo, mas continua impulsionada pelo investimento público que é marcado pelo "clientelismo político e pela corrupção".


As observações são do Banco África de Desenvolvimento (BAD) no seu relatório anual "Perspetivas económicas em África" para este ano, hoje divulgado em Lisboa, no âmbito da assembleia anual desta instituição até dia 10 na capital portuguesa.

Em 2010 a economia angolana "foi prejudicada pelos atrasos nos pagamentos do governo aos setores de construção e infraestruturas" e por isso cresceu apenas 3,4 por cento, apesar de a recuperação dos preços do petróleo já se fazerem sentir, refere o relatório do BAD.
Fonte: RTP

sexta-feira, 3 de junho de 2011

BAD procura apoio ao setor privado em Angola através de linhas de crédito para PME

Lisboa - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) está prestes a iniciar o apoio a projetos lançados pelo setor privado em Angola, nomeadamente estruturando linhas de crédito para pequenas e médias empresas (PME) em conjunto com um banco local.
"Estamos a olhar para vários sectores e vai haver uma linha de crédito para as PME/sector privado" que está a ser estruturada com o Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC), revelou Chiji Chinedum Ojukwu, diretor de Operações do BAD para a Região Sul.
Desde que iniciou a intervenção em Angola, em 1983 (com interrupção entre 1989 e 2001 por causa da guerra), a ajuda do BAD aquele país soma 511 milhões de dólares [354 milhões de euros] financiando 33 projectos.
Fonte: Expresso

Ministro da Economia optimista no sucesso do crédito agrícola de investimento


Luanda – O ministro da Economia, Abraão Pio Gougel, manifestou-se hoje, optimista quanto ao sucesso na implementação do crédito agrícola de campanha, lançado oficialmente esta quinta-feira, por facilitar acesso ao financiamento a pequenos e médios produtores agro-pecuários angolanos.

O governante, que discursava no workshop sobre “operacionalização do crédito agrícola de investimento e oportunidade de negócios”, promovido pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), na qualidade de entidade financiadora do projecto, referiu que os resultados do processo avizinham-se satisfatórios, à semelhança do crédito agrícola de campanha.
  
“Eu quero recordar que inicialmente houve muito cepticismo à volta do sucesso do crédito agrícola de campanha. Recordo-me de que uma das vezes ia entrando no Ministério da Economia e havia uma opinião quase generalizada de que o crédito não iria funcionar, mas como a prática é o critério da verdade, os resultados falam por si” disse.
  
Segundo Abrahão Gourgel, o êxito do crédito agrícola de campanha, que beneficiou, até ao momento, mais de 20 mil camponeses de distintas províncias, deve-se ao engajamento desinteressado dos quatro bancos envolvidos na empreitada (BPC, BMF, SOL e BCI) e da Comissão Técnica de Acompanhamento do crédito agrícola.
  
O ministro informou ser objectivo do Governo, com o crédito agrícola de investimento, promover uma agricultura comercial moderna, competitiva e próspera, capaz de gerar renda com base em produtos diferenciados e de contribuir para o fortalecimento do sector agrário nacional.
  
Tal como o crédito agrícola de campanha, o agrícola de investimento será concedido directamente pelo BDA e pelos referidos bancos comerciais que aderiram à iniciativa, sendo a taxa de juros de 6,7 porcento ao ano, com períodos de carência de até três anos e prazo de pagamento de até oito anos. O valor é financiado em kwanzas não indexado.
  
Os custos da linha de crédito serão assumidos pelo Fundo nacional de Desenvolvimento (FND) e geridos pelo BDA.

Quer o crédito de campanha (com 150 milhões de dólares norte-americanos disponíveis) quer o de investimento (com um valor de USD 200 milhões), foram aprovados a 14 de Abril de 2010.

O primeiro está já em vigor há alguns meses, tendo atingido já cerca de USD 38 milhões, de acordo com o coordenador da Comissão Técnica, José Bento.

Fonte: Aagop

Oxfam alerta sobre aumento dos preços do alimentos em 20 anos

O mercado dos bens alimentares tende a encarecer em resultado da subida da cotação das matérias-primas
Fotografia: Santos Pedro
Os preços de alimentos básicos devem mais do que dobrar em 20 anos, a não ser que líderes mundiais promovam reformas, alertou na terça-feira a Organização Não-Governamental britânica Oxfam.

Até 2030, o custo médio de colheitas consideradas chave para a alimentação da população global vai aumentar entre 120 e 180 por cento, prevê a organização no seu relatório Growing a Better Future (Plantando um Futuro Melhor). Metade desse aumento de custos deve ser creditada a mudanças climáticas. Sendo assim, para a Oxfam, é preciso que os líderes globais trabalhem tanto para regular os mercados de commodities como para a criação de um fundo climático global.

"O sistema (de negociação) de alimentos deve ser revisto se quisermos superar os crescentes desafios relacionados com mudanças climáticas, aumentos no preço da comida e falta de terras, água e energia", disse Barbara Stocking, executiva chefe da Oxfam. No relatório, a Oxfam ressalta quatro áreas de alta insegurança alimentar – locais onde já existem dificuldades para alimentar os habitantes.

O primeiro é a Guatemala, onde 850 mil pessoas são afectadas pela falta de investimentos estatais em pequenos agricultores e pela alta dependência de alimentos importados, diz a ONG. O segundo é a Índia, onde a população gasta em comida duas vezes mais que os britânicos (proporcionalmente ao que recebem de salário). Um litro de leite pode custar cerca de 11 dólares na Índia.

Em terceiro, a Oxfam cita o Azerbaijão, onde a produção de trigo caiu 33 por cento no ano passado em decorrência de más condições climáticas, forçando o país a importar grãos da Rússia e do Cazaquistão. Os preços dos alimentos no país subiram 20 por cento em Dezembro de 2010 em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Em quarto está o Leste de África, onde oito milhões de pessoas enfrentam actualmente falta crónica de alimentos por causa da seca. Mulheres e crianças estão entre os mais afectados. O Banco Mundial também advertiu que o aumento nos preços dos alimentos está a levar milhões de pessoas para a pobreza extrema. Em Abril, a instituição informou que os custos dos alimentos tinham aumentado 36 por cento num ano, em parte devido aos distúrbios no Médio-Oriente e no Norte de África. Para a Oxfam, é preciso que haja mais "transparência" nos mercados de commodities e regulamentação de mercados futuros; um aumento de provisões de alimentos; o fim das políticas que promovam biocombustíveis (por supostamente ocupar terras que podiam servir para a agricultura); e investimentos em cultivos familiares, em especial os comandados por mulheres.

Fonte: JA

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Brasil vai contribuir para viabilidade de projectos de PPP


Luanda - O presidente da Associação de Empresários  e Executivos  Brasileiros em Angola( Aebran),  Alberto Esper, garantiu,  hoje, em Luanda o empenho do seu país para a viabilidade de projectos de Parcerias Públicos Privadas (PPP) em Angola.

Segundo Alberto Ester, a classe empresarial brasileira traz alguma experiência neste modelo de PPP e de cada sector específico que no Brasil está um pouco mais adiantado e é  já uma prática a mais tempo.

"O modelo da parceiria que pretendemos com Angola é de viabilizar a execução dos serviços" afirmou, acrescentando que os empresários brasileiros vão contribuir com a sua experiência e modelo de PPP,  aliada à capacidade técnica gerencial dos projectos específicos.

Sublinhou que uma das características mais relevantes na parceria com Angola é que o Brasil é um dos países que vem alcançando melhores níveis de desenvolvimento social, económico e de qualificações técnicas, mas é um país que vem de dificuldades muitas vezes semelhantes as de Angola.

O presidente da Aebran disse que a classe empresarial do seu país tem conhecimentos de algumas soluções para a melhoria dos serviços prestados à população, porque ainda há no Brasil  algumas regiões com dificuldades idênticas ou piores as de Angola,  por isto,  podem de facto contribuir e colocar-se à disposição de parceiros angolanos.

Questionado sobre os sectores em que pretendem investir, Alberto Ester que falava no Fórum sobre PPP,  no qual participaram empresários brasileiros e angolanos, afirmou que as áreas prioritárias para o governo, com construção de infra-estruturas, energia, água, saúde e saneamentos básico, são também para os investidores brasileiros.

O fórum foi organizado pela Erbran com o objectivo de esclarecer, discutir e dar a conhecer aos  participantes  os  mecanismos das PPP em Angola.

O evento teve com palestrantes o director do Gabinete Técnico de Apoio às PPP do Ministério da Economia,  a embaixadora do Brasil em Angola, Ana Cabral Petersen e o representante do Banco do Brasil, Orlando Pereira.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Especialista destaca criação da Zona Económica Especial



Angop
Um dos empreendimentos da Zona especial
Um dos empreendimentos da Zona especial
Luanda - O bastonário da Ordem dos Arquitectos de Angola, António Gameiro, reconheceu, em Luanda, que a criação da Zona Económica Especial de Viana vai dinamizar o sector económico e industrial do país.
   
Falando à Angop, a propósito da inauguração, sexta-feira última, do empreendimento, pelo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, António Gameiro fez saber que o seu funcionamento vai proporcionar maior inclusão e capacidade de mão-de-obra nacional, bem como viabilização de canais de distribuição e comercialização dos produtos fabricados.
   
"Penso ser um grande ganho para o país, uma vez que no local se vai fabricar produtos que só eram importados" - disse.
 
Criada em 2005, numa área total de 8.300 hectares, a Zona Económica Especial de acordo com dados, foi projectada para 73 fábricas, das quais oito encontram -se em funcionamento.
   
Das unidades, destacam-se as fábricas de montagem de automóveis, de material de construção civil, de plástico, de pivôs de irrigação agrícola e de cabos de fibra óptica.    
   
Para sucesso do projecto serão convidados empresários com capacidade empreendedora e de gestão comprovada, afim de participarem na gestão das unidades já lançadas.
   
Ao intervir no acto, Chefe de Estado salientou ser importante começar a trabalhar em duas direcções no sentido de aproveitar o potencial das indústrias instaladas no local e tornar viável, do ponto de vista económico e financeiro, as unidades fabris.

Fonte: Angop

José Severino defende o equilíbrio nos benefícios fiscais e aduaneiros

AIA está preocupada com a eventual retracção do espírito de investimento dos empresários
Fotografia: Jornal de Angola
O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, manifestou na sexta-feira que o Executivo angolano deve conceder os mesmos benefícios fiscais e aduaneiros que forem atribuídos às indústrias da Zona Económica Especial (ZEE) aos empresários que investirem fora dela, a fim de existir concorrência leal no mercado.
 Em declarações à Angop, a propósito da inauguração de oito novas indústrias da ZEE, o presidente da AIA justificou que se os benefícios fiscais e aduaneiros não forem concedidos à indústria nacional, na óptica do equilíbrio, os empresários fora do quadro da ZEE vão ter dificuldades em competir, e se isso acontecer prejudica os concorrentes e retrai o espírito de investir dos empresários.
 “É preciso que haja aqui um equilíbrio para também dar ao investimento privado as mesmas condições que as das unidades fabris da ZEE, sejam elas aduaneiras ou fiscais, para que haja concorrência leal”, disse o interlocutor. Relativamente às fábricas inauguradas na ZEE, referiu que o aspecto mais saliente nelas não são as indústrias em si porque ainda estão longe de uma competição externa, mas as infra-estruturas que permitem a todas as fábricas terem uma perspectiva de desenvolvimento.
Segundo José Severino, algumas tecnologias usadas naquelas unidades fabris estão mais preparadas para o comércio interno e não tanto para a zona de comércio livre da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), para a qual Angola está a preparar-se para aderir.
 “Mas temos que entrar na zona de comércio livre porque há compromisso político. Evidentemente que essas fábricas têm espaço e condições para fazerem introdução de novas economias”, disse o responsável da AIA, reconhecendo as inovações trazidas ao sector industrial com as novas inaugurações, nomeadamente a produção de pivôs de irrigação agrícola e de vedações e arames, que costumam ser importados de várias partes do mundo. O presidente da AIA disse que a produção de pivôs de irrigação agrícola é uma forma de acelerarmos a nossa competitividade agrícola.
 Referindo-se à proibição de importar matérias-primas e bens secundários a utilizar nos projectos de produção, desde que se encontrem disponíveis no mercado nacional, disse que “a AIA não é pela proibição da importação de produtos que também são produzidos aqui, mas defende a competitividade, embora as nossas indústrias tenham constrangimentos”.

Fonte: Jornal de Angola

Angola perde 6 por cento de receitas


A arrecadação de receitas aduaneiras registaram uma queda na ordem de 6 por cento, desde a implementação do decreto presidencial que impõe limitações à importação de viaturas usadas com mais de três anos de uso.

Essas declarações foram proferidas pelo técnico do Departamento de Políticas e Procedimentos da Direcção Nacional das Alfândegas, Nicholas Neto, em entrevista exclusiva a O PAÍS, quando comentava o impacto da implementação do decreto 135/2010 que dentro de dois meses apresta-se para completar um ano desde a sua entrada em vigor.
Segundo aquele técnico, verificava-se nos últimos anos que a importação de viaturas usadas tornou-se numa actividade económica bastante usual, servia de meio de sustento para muita familias, para além de ser, até então, uma grande fonte de captação de receitas para o Estado angolano, situada entre 12 e 15 por cento do total da receita aduaneira “Não posso dizer com tanta certeza, mas se em 2009 estava na ordem dos 12 por cento, posso garantir já que são menos de 6 por cento das receitas arrecadadas para o Estado angolano”, disse o técnico da DNA, que considera ser uma baixa muito significativa para as receitas do Estados que arrecadaria este valor para aplicação com outros fins, em projectos e programas do Orçamento Geral do Estado. É ponto assente que ainda há maior importação de viaturas usadas com os requisitos impostos pelo decreto executivo e de longe suplantam as viaturas novas mais adquiridas por um pequeno segmento de entidades colectivas e singulares que detém essa capacidade de importar, como as concessionárias, no entender do chefe do Departamento de Tarifas e Comércio, Garcia Afonso.
Motores e peças sobressalentes
Virando para quele que é também um negócio de grande proporção, a venda de motores e sobressalentes dominado na sua maioria, por oeste-africanos, Nicholas Neto, disse que por si só o próprio decreto agora estabelece critérios que clarificam quem poderá importar, bem como o que se pode importar.
Dados das Alfândegas revelam que no domínio, peças sobressalentes usadas, a importação também segue o mesmo ritmo em comparação com a de veículos de ocasião, verificando-se quase na mesma proporção.
“Agora há um modelo específico de quem pode importar as viaturas.
As empresas, por exemplo, deverão estar registadas, as concessionárias necessáriamente devem possuir um armazém e oficinas para poderem importar as peças”, explicou o técnico. Acrescentou que, no âmbito da organização deste sector, o Ministério dos Transportes regulamentou, que somente as concessionárias ou oficinas criadas para servir concessionárias terão essa competência para importar peças sobressalentes.
No entanto, a aplicação prática destas orientações está a ser difícil, por enquanto, razão pela qual a DNA solicitou novas orientações ao Ministério dos Transportes de forma a melhor defender a posição do decreto, disse Nicholas Neto, para quem, segundo deixou entender, alguma coisa já foi avançada e acautelada, restando limar algumas arrestas para o pleno funcionamento do decreto.
As peças quando vêm acopladas à viatura, não são taxadas de modo separado, porque na verdadeira acepção são consideradas como veículos, mas quando são trazidas de forma independente são consideradas como peças ou motores, sendo naturalmente taxados de forma diferente de uma viatura em si.
Listagem de carros admissíveis na importação
A dois meses de completar um ano de implementação da presente medida, verificam-se ainda pequenos constrangimentos por resolver, ligados fundamentalmente à questão da lista de carros que poderão entrar em Angola, “porque enquanto permanecer essa situação, aceitamos todos os tipos de carro desde que não tenham mais de três anos nos carros ligeiros e cinco para os pesados”, disse Nicholas.
O interlocutor explica que o objectivo da criação da lista de veículos, visa informar a comunidade empresarial e pessoas singulares que as viaturas que constarem dessa lista poderão entrar livremente em Angola, porque a esta estará garantida a assistência técnica em todo o território nacional.
“Por exemplo, pode-se trazer um Porche porque temos a stand, podese trazer um Hiunday, porque temos a stand.
No entanto, não se pode trazer um Ferrari, porque não há assistência técnica para o Ferrari”, explicou o técnico da alfândega que enquanto não existir essa lista aceita-se todo o tipo de carros, e vai-se continuar a não resolver o problema de ter sucatas paradas.
Segundo Nicolas Neto, aquando da publicação do decreto havia, muita falta de comunicação entre as várias instituições que já foi ultrapassada, as competências estão já bem aclaradas e existe maior interacção entre as Alfândegas, Direcção Nacional de Viação e Trânsito, a Direcção Nacional dos Transportes Terrestres, bem como os importadores. 

Oito mil viaturas não tiveram destino 

No seguimento da implementação deste decreto, no mês de Dezembro de 2010, aproximadamente entre 8 e 10 mil viaturas de ocasião estavam “sem destino”, encontrando-se em território neutro, pois foram abrangidas pelo decreto 185/10, situação equacionada com a concessão de duas moratórias feitas pelo Executivo, tendo em conta várias razões.
As moratórias concedidas permitiram, por si só, escoar a maior parte dos veículos que se encontravam naquela situação, estando a DNA a aguardar por uma orientação em relação às que ainda estão “sem destino” e que foram teimosamente importadas nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro, quando já vigorava o decreto.
Segundo a legislação aduaneira, para qualquer mercadoria considerada proibida, podese tomar dois procedimentos que passam pela reexportação ou ainda a destruição, uma medida que fica a custo do importador.
“Pessoalmente não acredito que os importadores estejam dispostos a pagar tanto pela destruição, bem com reexportação dessas viaturas”, disse aquele especialista aduaneiro que acredita que o ónus acaba por recair para a alfândega que aguarda por uma decisão final do executivo dentro de uma semana, sobre o destino final das viaturas proibidas.

Fonte: O Pais

Sonangol investe USD 50 milhões na Zona Económica Especial


Luanda – As oito unidades fabris da Zona Económica Especial Luanda/Bengo (ZEE) inauguradas a 27 de Maio, estão orçadas em 50 milhões de dólares norte-americanos anunciou hoje, segunda-feira, em Luanda, o presidente do Conselho Executivo da Sonangol Investimentos Industriais (SIIND) - subsidiária da Sonangol EP, Bravo da Rosa.
 
O gestor prestou essa informação numa conferência de imprensa que visou esclarecer questões técnicas sobre a actividade da ZEE, das fábricas e explicações relativas ao seu plano de desenvolvimento.
 
Segundo Bravo da Rosa, o investimento da Sonangol na ZEE consistiu basicamente na aquisição de equipamentos destinados à montagem e funcionamento das indústrias.
 
Na ocasião, os responsáveis da SIIND informaram a realização, entre 8 a 30 de Junho deste ano, de actividades visando a promoção das indústrias que a Sonangol pretende implementar na ZEE, um programa destinado, principalmente, a empresários nacionais com o objectivo de encontrar investidores interessados.
 
De acordo com Bravo da Rosa, os empresários nacionais têm prioridade para investir na ZEE, desde que reúnam requisitos como pessoa colectiva legalizada, com propostas empresariais capazes de criar mais-valias, através da possibilidade real de altos níveis de produção e criação de postos de trabalho, valor acrescentado do produto final e utilização de matérias-primas nacionais.
 
O projecto não admite propostas empresariais que proponham fabricar explosivos, fogo de artifícios, material bélico e que a sua actividade seja nociva ao ambiente ou a segurança de pessoas e bens.
 
Quanto à participação estrangeira na ZEE, os gestores responderam que excepcionalmente serão admitidas participações de investidores expatriados que tragam know-how tecnológico e que dominem o sector em que pretendam investir.
 
Relativamente à reposição de peças sobressalentes para as indústrias, informaram que a empresa firmou contrato com companhias estrangeiras para o fornecimento.
 
De acordo com Bravo da Rosa, a médio e longo prazos as matérias-primas importadas para o funcionamento das fábricas poderão ser produzidas no país.
 
Sobre o fornecimento de electricidade às unidades fabris, a ZEE conta com 60 Kilovolts de uma subestação local, 30 kilovolts provenientes de uma barragem e ainda com um grupo de geradores como alternativa.
 
O projecto da ZEE prevê a implantação de 73 unidades fabris. Nesse momento, já funcionam as fábricas Angolacabos Lda, de fabrico de cabos de fibra óptica, Indutive-fabricação de tintas e vernizes, Matelétrica- fabricação de material eléctrico, Mangotal, fábrica de torres metálicas, Pivangola, indústria de pivões de irrigação, Pipeline Angola, de produção de tubos PVC, e a fábrica de vedações e arames, Vedatela.
 
A orientação para a materialização do projecto das zonas económicas especiais foi dada pelo Presidente da República, em 2005, para o coordenador do Gabinete de Reconstrução Nacional, na ocasião o General Kopelipa.
 
As zonas foram apontadas como modelos apropriados do ponto vista institucional, administrativo, económico, em determinadas regiões geográficas de Angola, no âmbito do relançamento e desenvolvimento da economia real e do empresariado nacional, na perspectiva de constituição de eixos regionais geradores de desenvolvimento sustentável.

Fonte: JA

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Executivo está insatisfeito com desempenho financeiro das empresas públicas

Luanda – O administrador do Instituto para o Sector Empresarial Público (ISEP), Sousa e Santos, disse hoje que o Executivo angolano está insatisfeito com o desempenho dos conselhos fiscais, porque raramente previnem ou denunciam os maus resultados decorrentes da gestão das empresas públicas.
 
Segundo o gestor público, numa avaliação recente sobre o desempenho dos conselhos fiscais, órgãos de controlo e fiscalização das empresas públicas, concluiu-se que, relativamente aos pareceres a que estão obrigados a produzir, poucos são os que apontam às entidades as quais incumbe avaliar o desempenho das empresas em causa”.
 
Sousa e Santos, que falava na abertura de um workshop sobre “O  papel e eficácia dos conselhos fiscais do Sector Empresarial Público (SEP)”, referiu que as atribuições dos conselhos fiscais espelham bem a importância e a expectativa do Governo em relação aos resultados da fiscalização quer preventiva, quer dos instrumentos de prestação de contas das empresas.
 
Acrescentou que os pareceres que os conselhos fiscais devem apresentar devem fornecer informações sobre o desempenho das empresas públicas e sobre a correcta aplicação ou não dos recursos injectados para a realização do respectivo objecto social do SEP.
 
Cabe aos conselhos fiscais do SEP fiscalizar a gestão e o cumprimento das normas reguladoras da actividade da empresa, emitir parecer sobre os documentos de prestação de contas da empresa, designadamente o relatório e contas de cada exercício fiscal, examinar a contabilidade da empresa e proceder à verificação dos valores patrimoniais, bem como participar aos órgãos competentes as irregularidades de que tenham conhecimento.
 
O workshop visa discutir e avaliar o papel e a eficácia dos conselhos fiscais do SEP, recolher propostas e encaminhá-las em jeito de conclusões a fim de se rever os mecanismos de nomeação e de funcionamento dos referidos órgãos sociais.

Fonte: Angop

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Investimentos no pólo de Bom Jesus dependem da conclusão da área

Catete – A aceitação de inúmeros pedidos de potenciais investidores interessados em investir na comuna do Bom Jesus está condicionada a conclusão de 30 porcento do loteamento da reserva fundiária do Estado, destinada a implementação do pólo de desenvolvimento industrial da localidade.
 
Esta informação foi prestada à imprensa, esta semana, pelo governador provincial do Bengo, João Bernardo de Miranda, durante uma visita de constatação da implementação do projecto “Pólo Industrial de Bom Jesus”, município de Icolo e Bengo, sob responsabilidade da empresa Nova Engenharia de Construção e Serviços (Necs).
 
João Miranda realçou que a restante percentagem depende de uma comparticipação financeira por parte do fundo Coca-Cola para se dar seguimento ao projecto de estruturação da área.
 
Em declarações à Angop, a directora da Necs, Isaura da Ressurreição, referiu que numa primeira fase a empresa está a proceder a estruturação de 120 lotes, onde já foram colocados energia eléctrica, linhas telefónicas e água.

Fonte: Angop

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Fórum Económico Angola/Dinamarca

Luanda - A Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP) realiza, hoje, em Luanda, o fórum económico Angola/Dinamarca, com a participação de entidades públicas e privadas de Angola e de empresas dinamarquesas.


O grupo empresarial dinamarquês, que chegou esta terça-feira em Luanda, encontra-se no país para fortalecer os laços comerciais entre Angola e Dinamarca. A comitiva, chefiada pelo director da Confederação das Indústrias Dinamarquesas, Hans Peter Slente, prevê encontrar-se com vários governantes angolanos para troca de impressões estratégicas, no âmbito das parcerias empresariais de interesse bilateral.

Segundo o programa de trabalho da delegação da Dinamarca, está previsto a realização de um workshop em Luanda sobre Soluções Tecnológicas Dinamarquesas: Energias Limpas e Renováveis, com a participação de entidades públicas e privadas de Angola e de empresas dinamarquesas.

No quadro da visita, será ainda realizada uma bolsa de negócios que contará com a participação de entidades angolanas, designadamente do Ministério das Relações Exteriores, Comércio, Indústria, Ciência e Tecnologia, Sonangol, ANIP, da Associação Industrial de Angola e outros organismos estatais e privados.

As actividades contarão com a presença do embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola na Dinamarca, Domingos Culolo e do primeiro secretário da Embaixada de Angola nos Países Nórdicos, José Leitão. A embaixada de Angola tem-se desdobrado em contactos diplomáticos na região dos Países Nórdicos com objectivo de atrair mais investimentos para Angola.

Fonte: Angop/Sol

terça-feira, 12 de abril de 2011

Yunus demitido do Grameen Bank

Yunus acusado de não cumprir as regras da instituição que fundou Yunus - Pai do Microcrédito


“O Banco [Central] do Bangladesh dispensou Yunus das suas funções de director geral do Grameen Bank com efeito imediato”, declarou à AFP Muzammel Hud, presidente do Grameen Bank.

Segundo Huq, o Banco Central acusa o Nobel da Paz de não cumprir as regras fundadoras da instituição na nomeação do director-geral. “O artigo 14.1 prevê claramente que um director-geral seja nomeado por um conselho de administração com o acordo prévio do Banco [Central] do Bangladesh”, afirmou. “Yunus foi nomeado para o cargo em 2000 sem acordo prévio do Banco do Bangladesh”.

Segundo a BBC, Yunus violou ainda as leis da reforma, que o obrigariam a retirar-se aos 60 anos – tem agora 70.

O Grameen Bank foi criado para financiar projectos de populações pobres do Bangladesh, sem acesso ao sistema bancário tradicional, concedendo-lhes pequenos montantes de crédito – um modelo replicado em várias partes do mundo. 

Há meses que Yunus tem estado sob a mira das autoridades. Sucederam-se os casos em que teve de se justificar publicamente, ora na imprensa, ora em tribunal.

A primeira-ministra, Sheikh Hasina, avisara em Janeiro que o Grameen – que é controlado em 25 por cento pelo Governo – iria ser investigado. Isto porque, em Novembro, um documentário norueguês acusou o banco de irregularidades financeiras: 100 milhões de dólares da agência norueguesa de auxílio humanitário Norad teriam sido indevidamente transferidos para outra empresa do grupo Grameen. As acusações foram analisadas e as autoridades de Oslo ilibaram o banco, mas os responsáveis de Daca decidiram "investigar imparcialmente o processo".

No final de Janeiro, Yunus comparecia perante a justiça devido a alegações de que um iogurte produzido por uma empresa ligada ao Grameen Bank em parceria com a agro-alimentar francesa Danone (num projecto de produtos lácteos com alto teor nutritivo destinado a populações desfavorecidas) não seria bom para a saúde. Um caso “sem fundamento” e com alegações “falsas”, segundo o seu advogado.

Uma semana antes, Yunus respondeu também em tribunal por um processo de difamação por ter declarado numa entrevista à AFP, em 2007, que a política no Bangladesh se resumia a ter "poder para fazer dinheiro".

Contas políticas
A origem dos problemas entre Yunus e a primeira-ministra, Sheikh Hasina, estará na turbulência política de 2007. Depois de meses de tumultos, com violentos confrontos nas ruas entre apoiantes dos dois principais grupos partidários, o Partido Nacionalista do Bangladesh e a Liga Awami, os militares tomaram o controlo do Governo na sequência de um golpe sem sangue, em Janeiro. Yunus anunciou então as suas intenções de criar o partido Poder dos Cidadãos como alternativa. "A minha política será a da unidade e da paz para criar honestidade na política e mudar o destino da nação", afirmou então. 

Meses depois a ideia seria abandonada, mas estava criada a rivalidade com Hasina, cuja Liga Awami voltou ao poder em Dezembro de 2008, depois de uma vitória nas urnas.

"O partido no poder não está contente com ele. Há a intenção de o prejudicar pessoalmente e de lhe mandar a mensagem de que não é indispensável", comentou à AFP no final de Janeiro Salauddin Aminuzzaman, professor de Ciência Política da Universidade de Daca. Aminuzzaman adiantava que a maior parte da população não tem dúvidas de que todos os casos judiciais contra Yunus são um ajuste de contas da primeira-ministra.

Há quem pense também que o Governo estará a tentar apoderar-se do Grameen Bank: uma em cada três pessoas no país está ligada ao banco. Depois de ter defendido o microcrédito, Hasina afirmou recentemente que esta é uma forma de "sugar o sangue dos pobres em nome do combate à pobreza".

Fonte: AFP