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quinta-feira, 24 de março de 2011

Governo de Angola garante Financiamento para Conclusão das Obras da Barragem de Kambabe

Barragem de Kambambe



 Luanda – O projecto de reabilitação e modernização da central hidroeléctrica de Kambambe obteve um empréstimo de  cerca de 100 milhões de dólares correspondente a 25 % do valor global necessário às obras.

O empréstimo resulta de um acordo entre o Governo e diversos financiadores estrangeiros, entre os quais o grupo bancario francês BNP Paribas.

Uma vez disponibilizado o referido montante, o início da segunda fase do projecto,marcado para Janeiro último, fica garantido, segundo o semanário angolano.

De acordo com a construtora envolvida na empreitada, a brasileira Odebrecht, a segunda fase começará com a abertura de túneis para a construção da sala de máquinas, sendo que a nova central ficará dotada de quatro grupos geradores com uma capacidade de 175 megawatts cada um.

A edificação da segunda central de produção terá um custo que ronda os 400 milhões de dólares, destinados a obras de construção civil, edificação de tomadas de água, abertura dos túneis hidráulicos e de restituição, túneis de acesso, condutas de água, cavernas e acabamentos.

A construção da segunda central eléctrica da barragem de Cambambe ficará concluída em 2014.

O objectivo da empreitada, segundo a ministra da Energia e Águas, Emanuela Vieira Lopes, é o de reforçar o fornecimento de energia eléctrica a Luanda e para todos os municipios da província do Kwanza Norte, bem como Kwanza Sul.

Desde 2009 que Cambambe está ser sujeita a obras para aumentar a sua capacidade para 700 megawatts, com a entrada em funcionamento simultâneo das duas centrais.

A terceira fase em fase de discussão entre a Odebrecht e o Governo, deve englobar a elevação da parede da barragem de 102 para 132 metros, visando um maior aproveitamento do curso das águas do médio Kwanza.

Esta empreitada envolve a brasileira Odebrecht e as empresas alemã Voith, cujo acordo visa o fornecimento de turbinas, a francesa Alston, que assumiu o compromisso de fornecer geradores, e a brasileira Engevix, especializada em engenharia electrónica.

A central hidroeléctrica de Cambambe foi construída entre 1958 e 1962, está localizada no municipio com o mesmo nome, perto da cidade de Dondo, na provincia do Kwanza Norte, e a 195 km a nordeste de Luanda.

Fonte: semanário Expansão

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ENE investe mais de Usd 52 milhões na modernização do sector

Huambo – Cinquenta e dois milhões e 399 mil dólares serão empregues este ano, pela Empresa Nacional de Energia (ENE) na modernização e harmonização completa do sistema de distribuição de energia eléctrica das cidades do Huambo e Caála, informou hoje, terça-feira, à Angop, o seu responsável, Gilberto Caveia Pessoa.
 
Em declarações à Angop, o director da ENE no Huambo, revelou que os trabalhos terão início no princípio do mês de Maio e vão consistir na substituição completa da rede de distribuição, montagem de novos postos de transformação e no sistema de iluminação pública, a ser executado num período de 18 meses.
 
De acordo com o director provincial da ENE, que controla as cidades do Huambo e Caála, a modernização do sistema de energia vai permitir aumentar a capacidade de transportação de corrente eléctrica para 15 quilovolt, contra os 6,6 actuais.
 
“Com este trabalho de modernização e harmonização do sistema de energia, os consumidores terão maior fiabilidade no fornecimento de corrente eléctrica de qualidade, serviços que serão extensivos para todas áreas que não beneficiam de luz desde 1992 e as novas áreas”, destacou.
 
Gilberto Caveia Pessoa destacou a importância da modernização do sector que dirige, numa altura em que os trabalhos da montagem da barragem do Ngove está preste a terminar e a empresa tem que criar condições para receber de forma eficiente a corrente eléctrica que será produzida, e chegar aos consumidores sem restrições nas duas cidades com maior número de consumidores.
 
“Actualmente a empresa tem disponível 12 megawotts na central eléctrica do Benfica e da Caála, mas pelo estado obsoleto do sistema de distribuição, só é possível escoar apenas 10,5 megawotts, insuficientes para responder a demanda com o surgimento de novos bairros na periferia das duas cidades”, sublinhou.
 
O director da ENE no Huambo, manifestou-se preocupado com o comportamento de alguns consumidores, que não cumprem com os pagamentos de consumo energia, o que tem provocado alguns constrangimentos no funcionamento e manutenção da rede de distribuição.
 
A Empresa Nacional de Energia no Huambo e Caála controla mais de 11 mil consumidores de energia.

Fonte: Angop