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quinta-feira, 21 de julho de 2011

BESA lucra USD 331 milhões em 2010

Luanda - O resultado líquido do exercício do BESA, Banco Espírito Santo de Angola, atingiu, no último exercício, os USD 331,386 milhões, uma subida significativa em relação ao exercício anterior: mais 57%. Com este resultado o BESA passa a ser o banco que maiores lucros apresenta no contexto da banca nacional.

O activo líquido do banco atingiu em 2010 os USD 7.892 milhões, um acréscimo de 23% e relação ao exercício anterior, valor que coloca o banco na segunda posição do ranking da banca angolana no que toca ao volume de activos sob gestão.

O crédito bruto a clientes aumentou 55% nos dois últimos exercícios, passando de USD 2.410 milhões para perto de USD 3.773 milhões. Em consequência as provisões para crédito a clientes aumentaram em 95%, situando-se, no final do último ano, em pouco mais de USD 60 milhões.

O BESA detém a maior quota de mercado no sistema bancário nacional no que respeita a crédito concedido a clientes e títulos 25,5% do total, seguido do BAI com 16,9%, BFA com 12,7%, BIC com 10,4% e BPA com 4,6%.

Os indicadores de rentabilidade apresentaram uma evolução muito satisfatória, com o ROE, indicador que mede a rentabilidade dos capitais, a avançar 1% em relação a 2009 (situou-se em 88,1%) e o ROA (indicador que afere a rentabilidade dos activos) a crescer 25%, passando de 3,9% no exercício de 2009 para 4,9% no de 2010.

Quanto à robustez financeira, o rácio de solvabilidade (TIER I) situouse em 15,4%, contra os 12% apurados em 2009.


O ano do melhor desempenho Estes indicadores levam Álvaro Sobrinho, presidente da comissão executiva do BESA, a salientar, na mensagem que abre o Relatório e Contas da instituição relativo ao último ano que esta “registou em 2010, a sua melhor ‘performance’ de sempre desde o arranque da sua actividade, há quase uma década, num ambiente de retoma nacional e de condições muito adversas a nível internacional”.

As captações de liquidez aumentaram 23% (mais USD 819 milhões) e os depósitos de clientes 14% (mais USD 350 milhões). Neste domínio o BESA detém uma quota de 10,1% no conjunto do mercado bancário nacional.

“Num contexto de fraca liquidez no mercado nacional, refere o presidente do BESA, a Gestão do Banco diversificou as fontes de “funding”, tendo alavancado o balanço em 131%, representando um acréscimo de 36% em termos homólogos. Adicionalmente, em 2010 o Banco melhorou significativamente o seu rácio de eficiência que se situou em 21%, representando uma melhoria de 6 pontos percentuais na “performance”. No que respeita aos indicadores de funcionamento, o BESA melhorou quanto ao "activo por colaborador e ao "produto bancário por colaborador". Tanto o número de agências/ postos como o número de colaboradores aumentaram, passando as primeiras de 31 para 36 e os segundos de 452 para 509. O número de colaboradores por agência/postos reduziu-se de 15 para 14.
MAIS CLIENTES
O BESA está presente em sete províncias do país, detendo, na sua base de clientes, no final do último exercício 34.933 clientes afluentes (mais 23% que em 2009) e 1.089 clientes private (mais 4% que em 2009). No segmento empresarial o BESA possuía no final do último exercício 281 grandes empresas e institucionais na sua carteira de clientes (mais 4% que em 2009) e 5.030 empresas que operam no segmento médio. No conjunto o BESA contabilizava, em finais de 2010 41.333 clientes, mais 7.240 que no termo do exercício de 2009.

O BESA dispõe de dois centros de Empresas, de um Gabinete de Banca de Investimento, de uma Sala de Mercados e duas fábricas de produtos, a BESAACTIF – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento e a BESAACTIF – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões. A instituição financeira vem ainda intensificando a sua actuação na área da banca de investimento, designadamente na área do 'project finance'.

Fonte: O País

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Banqueiros angolanos a favor do combate ao branqueamento de capitais


Os banqueiros, presentes no primeiro Fórum da Banca em Angola, defendem que alguns levantamentos significativos em numerário têm de ser justificados.
Um reforço da necessidade de cumprimento estrito da lei de branqueamento de capitais, não só por parte das instituições financeiras, mas também dos próprios clientes foi um dos temas mais debatidos pelos responsáveis de bancos angolanos que estiveram presentes no I Fórum da Banca de Angola, um evento que reuniu cerca de 300 personalidades, numa iniciativa do Diário Económico e do Jornal Expansão.
"O Futuro da Banca em Angola" foi abordado no fórum perante especialistas do sector, empresários, seguradoras e instituições públicas, tendo decorrido em forma de debate aberto e de partilha de opiniões, com as participações do presidente do Banco Internacional de Crédito (BIC), Fernando Teles, do administrador executivo do Banco Africano de Investimento (BAI), Luís Lelis, e do presidente da comissão executiva do Banco de Fomento de Angola (BFA), Emídio Pinheiro, e do director para a área da banca de investimentos do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Manuel Reis.
No decorrer do debate, Luís Lelis defendeu que a questão do branqueamento de capitais tem de ser combatido. "Estamos a falar de levantamentos de numerários que têm que ser justificados quando são valores significativos, cumprindo com as regras. Tem de ser todos os intervenientes, porque os bancos são supervisionados", apontou o responsável do BAI, que no seu projecto de expansão deverá abrir nos próximos oito meses escritórios de representação em Londres e Estados Unidos da América, estando já a perspectivar o mesmo na Ásia e o Brasil.
Fonte: Económico

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Jornal Expansão e Económico organizam fórum sobre o sector bancário

Luanda – O Jornal Expansão, em parceria com o Diário Económico, organiza, hoje quarta-feira, 22 de Junho de 2011, em Luanda, o 1º Fórum Banca, um encontro exclusivo dirigido a decisores do sector bancário, entidades governamentais, empresários e especialistas. 
 
A iniciativa vai decorrer na sala Luanda do Hotel Trópico, pelas 14h30, sob o tema “ O Futuro da Banca em Angola”, e tem como objectivo ser um ponto de encontro e troca de experiências entre os decisores do sector bancário e empresarial angolano.
 
Para os debates estão convidados os presidentes dos principais bancos que operam no país, estando já confirmadas as presenças do presidente da Comissão Executiva do Besa, Álvaro Sobrinho, do Conselho de Administração do BIC, Fernando Teles e o Administrador Executivo do Banco Millennium Angola.
 
O I Fórum Banca conta com os patrocínios do Banco Espírito Santo Angola (Besa), Accenture (Empresa de Consultoria de Gestão) e do Millennium BCP.