Mostrar mensagens com a etiqueta Crédito Agrícola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crédito Agrícola. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Aumento da Verba do Crédito de Campanha Agrícola

O volume de crédito agrícola disponível no Banco Sol atrai cada vez mais interessados
O Banco Sol vai, nos próximos meses, disponibilizar 34 milhões de dólares norte-americanos aos camponeses angolanos, no âmbito do programa de “Crédito Agrícola de Campanha”, uma iniciativa do Governo de Angola.

A informação foi ontem prestada à Angop, na cidade do Lubango, pela directora de micro-crédito do Banco Sol, Carla Manuel, adiantando que, numa primeira fase, serão disponibilizados 19 milhões de dólares para arrancar com o programa nas províncias da Lunda-Sul, Lunda-Norte e Moxico, e reforçar o programa nas regiões que já beneficiam.

Carla Manuel disse que o Banco Sol já levou o crédito agrícola de campanha a 15 das 18 províncias do país, e prevê abranger todo o território nacional ainda este ano, de modo a cumprir com o programa do Governo de redução da pobreza.

Em relação à província da Huíla, a responsável afirmou que o processo decorre sem sobressaltos, pois 1.258 camponeses dos municípios da Matala, Chibia, Lubango e Jamba já beneficiaram de créditos de um montante global de três milhões e 300 mil dólares.

Carla Manuel declarou que a direcção do banco tem como perspectiva alargar o programa aos restantes municípios que compõem a província, pelo que uma equipa de monitorização da referida instituição está a trabalhar com as administrações municipais para analisar os processos de cedência de crédito aos camponeses.

A direcção do Banco Sol apresentou a solução “Crédito Agrícola de Campanha” a 350 famílias camponesas do município do Lubango, num acto presenciado pelo presidente da comissão executiva daquela instituição bancária.

Coutinho Nobre Miguel já tinha declarado à Angop, na terça-feira, na cidade do Namibe, que para 2011 o Banco Sol tem disponíveis 50 milhões de dólares para o programa de “Crédito Agrícola de Campanha”.De acordo com Coutinho Nobre Miguel, dessa soma, 17 milhões já tinham sido disponibilizados em crédito.O gestor explicou que o crédito de campanha está dividido em duas categorias, estando a primeira virada para micro, pequenas e médias empresas, bem como para produtores individuais, cooperativas agrícolas e associações de camponeses. A segunda categoria destina-se a investidores considerados estratégicos.

Fonte: JA

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ministro da Economia optimista no sucesso do crédito agrícola de investimento


Luanda – O ministro da Economia, Abraão Pio Gougel, manifestou-se hoje, optimista quanto ao sucesso na implementação do crédito agrícola de campanha, lançado oficialmente esta quinta-feira, por facilitar acesso ao financiamento a pequenos e médios produtores agro-pecuários angolanos.

O governante, que discursava no workshop sobre “operacionalização do crédito agrícola de investimento e oportunidade de negócios”, promovido pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), na qualidade de entidade financiadora do projecto, referiu que os resultados do processo avizinham-se satisfatórios, à semelhança do crédito agrícola de campanha.
  
“Eu quero recordar que inicialmente houve muito cepticismo à volta do sucesso do crédito agrícola de campanha. Recordo-me de que uma das vezes ia entrando no Ministério da Economia e havia uma opinião quase generalizada de que o crédito não iria funcionar, mas como a prática é o critério da verdade, os resultados falam por si” disse.
  
Segundo Abrahão Gourgel, o êxito do crédito agrícola de campanha, que beneficiou, até ao momento, mais de 20 mil camponeses de distintas províncias, deve-se ao engajamento desinteressado dos quatro bancos envolvidos na empreitada (BPC, BMF, SOL e BCI) e da Comissão Técnica de Acompanhamento do crédito agrícola.
  
O ministro informou ser objectivo do Governo, com o crédito agrícola de investimento, promover uma agricultura comercial moderna, competitiva e próspera, capaz de gerar renda com base em produtos diferenciados e de contribuir para o fortalecimento do sector agrário nacional.
  
Tal como o crédito agrícola de campanha, o agrícola de investimento será concedido directamente pelo BDA e pelos referidos bancos comerciais que aderiram à iniciativa, sendo a taxa de juros de 6,7 porcento ao ano, com períodos de carência de até três anos e prazo de pagamento de até oito anos. O valor é financiado em kwanzas não indexado.
  
Os custos da linha de crédito serão assumidos pelo Fundo nacional de Desenvolvimento (FND) e geridos pelo BDA.

Quer o crédito de campanha (com 150 milhões de dólares norte-americanos disponíveis) quer o de investimento (com um valor de USD 200 milhões), foram aprovados a 14 de Abril de 2010.

O primeiro está já em vigor há alguns meses, tendo atingido já cerca de USD 38 milhões, de acordo com o coordenador da Comissão Técnica, José Bento.

Fonte: Aagop

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Disponibilizados mais de um milhão de kwanzas para as comunidades rurais

Huambo – Um milhão e 792 mil kwanzas foram disponiblizados para as comunidades rurais dos municípios da província do Huambo, no âmbito do projecto de atribuição de micro-crédito às mulheres comerciantes e camponesas, soube hoje, domingo, a Angop.

Em gesto de balanço desta actividade, a directora provincial da família e promoção da mulher deu a conhecer que o montante está a ser usado por 83 beneficiárias que, em 2010, deveriam reembolsar um total de um milhão e oitenta mil kwanzas.

“Recebemos apenas 350 mil kwanzas de reembolso, uma irregularidade que dificultou a criação de fundos para atribuição a novos grupos beneficiários, conforme estava previsto. Registamos pouca seriedade no cumprimento dos prazos do reembolso”, lamentou.

Salientou que ainda neste primeiro trimestre do ano será realizado um encontro de balanço concreto de como anda o processo de micro-crédito nas zonas onde está a circular o dinheiro para se decidir o futuro do projecto e as metodologias a serem utilizadas para inverter o quadro de incumprimentos.

Iniciado em 2000, com o suporte da Agência de Desenvolvimento do Huambo-Microform II, o projecto de atribuição de micro-crédito é coordenado pela direcção provincial da família e promoção da mulher, contando também com o apoio do Banco Sol.

 Maria do Rosário Amadeu revelou que até ao momento já foram beneficiadas mais de 600 mulheres, na sua maioria chefes de família, que receberam 15 mil kwanzas cada, para reforçar a sua actividade.

 O projecto é uma iniciativa do governo local, em resposta ao apelo do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, sobre a luta contra a pobreza, particularmente a pobreza feminina, lançado em 2000.

Fonte: Angop

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Crédito agrícola cifrou em 20 milhões de dólares

Nesta primeira fase beneficiaram de empréstimos bancários os camponeses das províncias do Bié, Benguela, Huíla, Bengo, Malanje, Luanda e Huambo


ADÉRITO VELOSO


Os quatro bancos gestores do crédito agrícola de campanha, nomeadamente o de Poupança e Crédito (BPC), o Sol, o de Comércio e Indústria (BCI) e o Africano de Investimentos (BAI Microfinanças) concederam já créditos a 11.974 camponeses nos primeiros quatro meses de actuação, num montante de 1.874.640.132,00 kwanzas, o equivalente a 20 milhões de dólares norte- -americanos.

Segundo um comunicado distribuído à imprensa no final da 3ª sessão do Comité Coordenador do Crédito Agrícola (CCCA), realizada em Luanda, na passada quinta-feira (9), este montante foi distribuído aos camponeses das províncias do Huambo, Bié, Huíla, Benguela, Bengo, Malanje e Luanda.

Na reunião em que participaram os integrantes do CCCA destacou-se o grande empenho que os bancos operadores têm demonstrado na implementação deste importante programa do Executivo, em benefício dos pequenos produtores familiares, contribuindo de forma decisiva para o aumento da produção agrícola nacional e dos rendimentos daqueles que até ao momento não possuíam nenhuma possibilidade de acesso ao crédito bancário.

Por outro lado, a reunião recomendou aos quatro bancos operadores para alargarem ainda mais a sua área de actuação, “criando gradualmente as condições para que o crédito agrícola de campanha possa ser uma realidade em todos os municípios do país”, tendo igualmente recomendado uma maior articulação entre o credito agrícola e a comercialização rural.

Segundo a nota, o fornecimento de insumos agrícolas e o escoamento dos excedentes produzidos pelos camponeses é fundamental, tanto para que os créditos possam ser concedidos, como para que os camponeses possam cumprir com as suas responsabilidades de reembolso. Acrescenta que o CCCA tomou conhecimento do estado de preparação do crédito agrícola de investimentos, sob a gestão do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), e recomenda que sejam criadas as condições para que o segundo pacote do programa de crédito inicie a sua implementação no princípio de 2011.

A linha de crédito integra dois tipos de empréstimos, de campanha e de investimento, o primeiro no valor de 150 milhões e o segundo de 200 milhões de dólares.

Desafios
O crédito agrícola visa aumentar o número de famílias envolvidas na actividade agrícola, bem como também apoiar os camponeses a saírem da agricultura meramente de subsistência, para uma agricultura de mercado. A linha é uma medida do Executivo que tem como principal meta para a diversificação da economia o combate à fome, à pobreza e às assimetrias regionais. 

No final do encontro, o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Afonso Pedro Canga, considerou positivos os primeiros quatros meses de implementação do crédito agrícola. 
“Estamos a dar passos seguros e os próximos meses serão decisivos para que as províncias que ainda têm alguns constrangimentos possam beneficiar do crédito. As equipas técnicas, os comités locais de acompanhamento e de pilotagem estão a trabalhar, no sentido de tornar-se este crédito cada vez mais abrangente”, sublinhou.

Seguro
Instado a pronunciar-se sobre a problemática da não existência do seguro agrícola em Angola, o titular da pasta assegurou que o regulamento do crédito aprovado pelas partes está a funcionar, para debelar as eventuais anomalias que possam existir durante a implementação do programa. 

Os bancos comerciais BPC, Banco Sol, BCI e o BAI Microfinanças concedem um crédito de até cinco mil dólares norte-americanos em moeda nacional, por beneficiário, e, por sua vez, o Executivo cobre 80 por cento dos créditos considerados incobráveis, comparticipando no risco ao crédito, dado que não são exigidas as garantias formais aos tomadores dos empréstimos. Segundo destacou Afonso Pedro Canga, este é um mecanismo que permite atenuar a não existência de um seguro agrícola. 

Quanto à adesão dos camponeses ao crédito, o titular da pasta da Agricultura salientou que o projecto, apesar de estar na sua fase embrionária, apresenta já resultados animadores, embora reconheça existirem regiões do país onde o mesmo ainda não esteja a ser divulgado como o desejado, pelo que acrescentou que os governos provinciais, administrações municipais, o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), a União Nacional dos Camponeses Angolanos (UNACA), autoridades tradicionais e as associações de camponeses e cooperativas vão continuar a dar o seu contributo para a aplicação do projecto.

“Este é um crédito de grande responsabilidade, nós não queremos oferecer dinheiro. O crédito deve servir de facto àqueles que produzem, o utilizam da melhor forma e dele tiram bons resultados. Todo o cuidado é pouco, por isso, existe a preocupação de seleccionar-se bem o beneficiário, e, naquelas províncias onde há um grande engajamento, quer das autoridades, quer por parte dos bancos e das equipas técnicas, podemos constatar bons exemplos, como é o caso do Huambo, que recebeu mais de 50 por cento do crédito consumido até agora”, destacou.

Banca
Apesar de o programa de preparação e execução do crédito agrícola ter começado tardiamente e com alguns constrangimentos, o presidente do Conselho de Administração do BPC, Paixão Júnior, disse que a actuação da sua instituição bancária no projecto tem sido muito valiosa. Nesta primeira fase, o banco público já disponibilizou aos camponeses 10,6 milhões de dólares americanos. 

“Tínhamos um plafond (fundo) previsto de 30 milhões de dólares para estes últimos quatro meses, até Dezembro. Deste, apenas utilizamos 10,6 milhões de dólares. Para o próximo ano, no primeiro trimestre, estamos convencidos que vamos fazer de tudo para fazer mais do que aquilo que fizemos agora”, prometeu.

O banco Sol tem disponíveis 50 milhões de dólares norte--americanos para o crédito agrícola destinado ao apoio à produção das famílias camponesas para o combate à fome e redução da pobreza em todo o território angolano.
Fonte: Jornal de Economia & Negócios